A palavra ortografia é de origem grega: orthographía. O radical ortho significa direito, correto. Um colchão ortopédico é aquele que permite dormir na posição correta, sem deformar a coluna vertebral. A ortodontia é o ramo da odontologia que busca o alinhamento correto dos dentes. E a ortografia é a parte da gramática que ensina a escrever corretamente as palavras, bem como a usar a pontuação.Escrever com isenção de erros é uma arte, portanto. É como tocar corretamente um instrumento musical. Escrever, pois, não é uma tarefa fácil.
Por que em nossa língua há tantas grafias diferentes para sons iguais? Porque nosso sistema ortográfico não é rigorosamente fonético, mas ainda está preso à origem das palavras, ou seja, à etimologia. Escreve-se, p. ex., exame, em vez de ezame. Tal substantivo vem da palavra latina examen. No sistema ortográfico etimológico as palavras são escritas de acordo com a sua etimologia, portanto.
Na ortografia fonética, as palavras são escritas como soam (cada letra representa um som e a cada som corresponde uma letra), independentemente da origem. O português clássico seguia uma grafia etimológica: sciencia, pharmacia, theatro, etc. A reforma ortográfica de 1943 foi uma tentativa de tornar o português mais fonético, mas ela não foi suficientemente longe. O sistema atualmente vigente é misto, em grande parte fonético, mas com resíduos do sistema etimológico. Daí as confusões entre x e ch (e entre g e j, z e s, s, ç e ss, etc.), por exemplo.
É difícil encontrar uma lógica que explique quando uma palavra se escreve com x ou ch: fachada (do italiano facciata) grafa-se com ch e faxina (também do italiano: fascina), com x.
Em caso de dúvidas, só há uma saída: a consulta a um bom dicionário. Eu disse a um BOM dicionário. Lembro ainda que a leitura, muita leitura é um dos remédios para dirimirmos as dúvidas de ortografia.
Por que em nossa língua há tantas grafias diferentes para sons iguais? Porque nosso sistema ortográfico não é rigorosamente fonético, mas ainda está preso à origem das palavras, ou seja, à etimologia. Escreve-se, p. ex., exame, em vez de ezame. Tal substantivo vem da palavra latina examen. No sistema ortográfico etimológico as palavras são escritas de acordo com a sua etimologia, portanto.
Na ortografia fonética, as palavras são escritas como soam (cada letra representa um som e a cada som corresponde uma letra), independentemente da origem. O português clássico seguia uma grafia etimológica: sciencia, pharmacia, theatro, etc. A reforma ortográfica de 1943 foi uma tentativa de tornar o português mais fonético, mas ela não foi suficientemente longe. O sistema atualmente vigente é misto, em grande parte fonético, mas com resíduos do sistema etimológico. Daí as confusões entre x e ch (e entre g e j, z e s, s, ç e ss, etc.), por exemplo.
É difícil encontrar uma lógica que explique quando uma palavra se escreve com x ou ch: fachada (do italiano facciata) grafa-se com ch e faxina (também do italiano: fascina), com x.
Em caso de dúvidas, só há uma saída: a consulta a um bom dicionário. Eu disse a um BOM dicionário. Lembro ainda que a leitura, muita leitura é um dos remédios para dirimirmos as dúvidas de ortografia.