<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514</id><updated>2011-07-08T03:09:19.352-03:00</updated><title type='text'>JE Língua &amp; Linguagem</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-2919195220361095702</id><published>2010-08-22T18:45:00.000-03:00</published><updated>2010-08-22T18:45:27.736-03:00</updated><title type='text'>Um caso de hifenização</title><content type='html'>Sem dúvida nenhuma, o correto emprego do hífen continua complexo. Mesmo após o Acordo. No que diz respeito aos prefixos e a falsos prefixos, há uma certa sistematização. Agora, em relação aos compostos, seu emprego torna-se bastante obscuro. A própria Academia Brasileira de Letras não se entende. Para constatar o que digo, consulte algumas páginas do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, VOLP. Você se assustará! Sim, caro leitor, o VOLP diz A; os dicionários, B. Assim fica difícil, não é? &lt;br /&gt;Vou citar um exemplo de incoerência, somente um. O Acordo diz que compostos que designam espécies botânicas e zoológicas, mesmo que ligados por preposição ou outro elemento, são hifenizados. Vejamos: copo-de-leite (flor), lesma-de-conchinha, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, por que o VOLP não faz menção ao vocábulo dona de casa (que deve ser grafado com hifens!)? O Houaiss registra assim, sem os hifens. Já o Aurélio registra dona-de-casa, com hifens. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona-de-casa (com hifens) designa espécie botânica ou zoológica, caro leitor? Tenho certeza que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que muitos dizem com convicção quão difícil e complicada é a língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é assunto para o próximo escrito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-2919195220361095702?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2919195220361095702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2919195220361095702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2010/08/um-caso-de-hifenizacao.html' title='Um caso de hifenização'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-5413398304019939917</id><published>2010-08-22T18:43:00.000-03:00</published><updated>2010-08-22T18:43:19.296-03:00</updated><title type='text'>As palavras proparoxítonas e a nova ortografia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nova ortografia continua gerando muita dúvida e confusão, sobretudo quanto ao correto emprego do hífen, também nomeado por traço de união (agora sem hífen!). Em se tratando de acentuação gráfica, as mudanças não foram tão radicais. Salientamos também que a acentuação está bem sistematizada, uma vez que o Acordo eliminou (não acrescentou) o acento gráfico de alguns vocábulos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras proparoxítonas, cujas sílabas tônicas são a última, não sofreram alteração. Continuam a seguir a mesma regra: &lt;i&gt;acentuam-se todas as proparoxítonas, sem exceção.&lt;/i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Paroxítona&lt;/b&gt; é a palavra cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Essa classificação não tem nada a ver com acento gráfico, uma vez que há acento gráfico e acento tônico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, a classificação das palavras em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas está relacionada à tonicidade da sílaba, independentemente dela receber ou não o acento gráfico. Como já foi dito, todas as proparoxítonas são acentuadas graficamente. Já as paroxítonas, a maioria delas recebem acento gráfico; e as oxítonas, somente as terminadas em a, e, o, em, seguidas ou não de s.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até o próximo mês.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-5413398304019939917?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5413398304019939917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5413398304019939917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2010/08/as-palavras-proparoxitonas-e-nova.html' title='As palavras proparoxítonas e a nova ortografia'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-5292524992033633951</id><published>2010-08-22T18:41:00.002-03:00</published><updated>2010-08-22T18:41:36.449-03:00</updated><title type='text'>Um caso de pronúncia</title><content type='html'>Em nossa língua, a parte da gramática que estuda a pronúncia correta das palavras é a prosódia. Portanto, quem pronuncia [récorde], como proparoxítona, comete um erro de prosódia. Vale lembrar que a pronúncia correta é [recórde], uma vez que se trata de uma palavra paroxítona, ou seja, a sílaba tônica é a penúltima (cór).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, palavras que não utilizamos com frequência, geram dúvidas de escrita, pronúncia e significado. Há uma palavrinha que até então se aceitava apenas uma pronúncia: algoz (ô), com timbre fechado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que o falante nunca aceitou tal pronúncia. Sempre preferiu a com timbre aberto (ó).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom é que alguns dicionários de referência já admitem essa dupla prosódia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, gramaticalmente há padrão de pronúncia; linguisticamente, não.&lt;br /&gt;É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-5292524992033633951?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5292524992033633951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5292524992033633951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2010/08/um-caso-de-pronuncia.html' title='Um caso de pronúncia'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-6136482432130389648</id><published>2009-11-28T20:19:00.000-03:00</published><updated>2009-11-28T20:20:01.212-03:00</updated><title type='text'>Um caso de concordância verbal</title><content type='html'>Quando a ação expressa pelo verbo se refere a mais de um, o verbo vai para o plural: &lt;em&gt;Sou um dos que se inscreveram para o concurso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se, porém, a ação se refere a um só indivíduo, o verbo fica no singular: &lt;em&gt;Curitiba é uma das cidades que apresenta maior índice de desenvolvimento.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo princípio se aplica à flexão &lt;em&gt;uma das que&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Modernamente, a tendência é de se manter o verbo no plural, independentemente do contexto linguístico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-6136482432130389648?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/6136482432130389648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/6136482432130389648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/11/um-caso-de-concordancia-verbal.html' title='Um caso de concordância verbal'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-238836104153004445</id><published>2009-10-09T16:43:00.001-03:00</published><updated>2009-10-09T16:43:40.718-03:00</updated><title type='text'>Emprego de -são, -ção, -ssão</title><content type='html'>&amp;nbsp;&lt;BR&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;No alfabeto da língua portuguesa, um único fonema pode ser representado por diferentes letras, enquanto fonemas diferentes podem ser&amp;nbsp;escritos com a mesma letra. Tal fato pode ocasionar dúvidas na escrita de algumas palavras, sendo necessário seguir orientações ortográficas que auxiliam no emprego adequado de algumas letras. Exemplos: suspender - suspen&lt;STRONG&gt;são; &lt;/STRONG&gt;reter - reten&lt;STRONG&gt;ção; &lt;/STRONG&gt;oprimir - opre&lt;STRONG&gt;ssão.&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vamos analisar cada caso, então:&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;FONT size=4&gt; &lt;STRONG&gt;-são&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;UL&gt; &lt;LI&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;divertir - diversão&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt; &lt;LI&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;compreender - compreensão&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Observe que os substantivos correspondentes a esses verbos são grafados com &lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;s &lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;porque&amp;nbsp;tais verbos contêm em seus radicais as letras &lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;-rt-&lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt; e &lt;EM&gt;&lt;STRONG&gt;-nd-:&amp;nbsp;&lt;/STRONG&gt;dive&lt;U&gt;rt&lt;/U&gt;ir - diversão;&amp;nbsp;compree&lt;U&gt;nd&lt;/U&gt;er - compreensão.&lt;STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/STRONG&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;FONT size=4&gt;&lt;STRONG&gt;-ção&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;UL&gt; &lt;LI&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;deter - detenção&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt; &lt;LI&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;conter - contenção&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt; &lt;LI&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;reter - retenção&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Observe que os substantivos correspondentes a esses verbos são grafados com &lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;ç. &lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;Se o verbo for formado a partir do verbo &lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;ter, &lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;o substantivo correspondente será grafado com &lt;EM&gt;&lt;STRONG&gt;ç: &lt;/STRONG&gt;de&lt;U&gt;ter&lt;/U&gt; - detenção; cont&lt;U&gt;er&lt;/U&gt; - contenção; re&lt;U&gt;ter&lt;/U&gt; - retenção.&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;STRONG&gt;Nota:&lt;/STRONG&gt; &lt;EM&gt;Há verbos que não pertencem a essa regra: adotar - adoção; construir - construção; destruir - destruição; exportar - exportação; etc.&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;STRONG&gt;&lt;FONT size=4&gt;-ssão&lt;/FONT&gt;&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;UL&gt; &lt;LI&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;ceder - cessão&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt; &lt;LI&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;agredir - agressão&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt; &lt;LI&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;exprimir - expressão&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Observe que os substantivos correspondentes a esses verbos são escrito com &lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;ss &lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;porque&amp;nbsp;tais verbos contêm em seus radicais as&amp;nbsp;sequências &lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;-ced-,&lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;-gred- &lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;e &lt;EM&gt;&lt;STRONG&gt;-prim-:&amp;nbsp;&lt;/STRONG&gt;&lt;U&gt;ced&lt;/U&gt;er - cessão; a&lt;U&gt;gred&lt;/U&gt;ir - agressão; ex&lt;U&gt;prim&lt;/U&gt;ir - expressão.&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Concluímos, então, que o som de &lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;s &lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;em substantivos que apresentam correlação com os verbos pode ser grafado de três maneiras: &lt;STRONG&gt;&lt;EM&gt;-são, -ção, -ssão.&lt;/EM&gt;&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt; &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; 		 	   		  &lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;Com o Novo Internet Explorer 8 suas abas se organizam por cor. &lt;a href='http://brasil.microsoft.com.br/IE8/mergulhe/?utm_source=MSN%3BHotmail&amp;utm_medium=Tagline&amp;utm_campaign=IE8' target='_new'&gt;Baixe agora, é grátis!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-238836104153004445?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/238836104153004445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/238836104153004445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/10/emprego-de-sao-cao-ssao.html' title='Emprego de -são, -ção, -ssão'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-7872655733481207022</id><published>2009-09-13T17:15:00.003-03:00</published><updated>2009-09-13T17:17:03.172-03:00</updated><title type='text'>Ortografia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Conta-se que um centurião romano, antes de enfrentar uma terrível batalha, foi consultar uma cigana com a finalidade de que ela lhe dissesse o que lhe aconteceria. A resposta escrita da adivinha foi: &lt;em&gt;Irás vencerás não voltarás.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O centurião interpretou que iria e venceria, mas morreria na batalha. Apesar de tudo, foi, porque a honra da batalha significava muito para ele. Aconteceu que a adivinha não havia pontuado corretamente a mensagem que dizia: &lt;em&gt;Irás, vencerás não, voltarás.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Foi, não venceu e voltou com desonra, tudo por causa de algumas vírgulas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Há tempos, o homem preocupa-se em representar visualmente os sons.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A ortografia é a parte da gramática que estuda a escrita correta das palavras, visando a padronizar essa forma de representação. Estabelece normas ortográficas (representação gráfica, emprego de iniciais maiúsculas, grafia de nomes próprios, abreviaturas, siglas, unidades de medida, hífen, acentuação, pontuação), a fim de facilitar a comunicação escrita entre os falantes de uma língua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A competência para grafar as palavras de acordo com o padrão estabelecido está relacionada com a experiência que se possui com as palavras. Isso significa que a memorização de padrões escritos pressupõe leitura constante e consulta ao dicionário, ou melhor, a um &lt;strong&gt;bom &lt;/strong&gt;dicionário, de forma habitual e sistemática, sempre que as dúvidas surgirem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-7872655733481207022?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/7872655733481207022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/7872655733481207022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/09/ortografia.html' title='Ortografia'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-6060318025549279338</id><published>2009-08-12T16:19:00.002-03:00</published><updated>2009-08-12T16:24:03.693-03:00</updated><title type='text'>Galicismos</title><content type='html'>Palavras ou expressões de origem francesa são chamadas de &lt;em&gt;galicismos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora nosso vocabulário, basicamente, seja formado pelo latim, grego e pelo árabe, também sofreu, sofre e sofrerá influência de outras línguas. Aliás, fenômeno que ocorre com qualquer idioma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que de todos os empréstimos, os galicismos e os anglicismos (vocábulos ou expressões de origem inglesa) são os mais comuns a figurar em nossa língua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faremos menção a uma expressão francesa que é grafada, sobretudo, em &lt;em&gt;menus&lt;/em&gt; (aportuguesamento do francês &lt;em&gt;menus&lt;/em&gt;, também galicismo, portanto): &lt;strong&gt;&lt;em&gt;à la carte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Infelizmente, se não bastasse a falta de domínio de sua própria língua, alguns se arriscam em outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão mencionada é vista comumente com o &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt; sem o acento grave, caracterizando transgressão da norma gramatical francesa. A preposição &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;, em francês, sempre receberá o acento gráfico (`).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o consulente tiver alguma dúvida quanto a essa grafia, escreva cardápio. Grafia mais acertada, uma vez que se está evitando o barbarismo léxico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já escrevi sobre isso aqui no JE. &lt;strong&gt;&lt;a href="http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007_05_01_archive.html"&gt;Basta conferir&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-6060318025549279338?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/6060318025549279338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/6060318025549279338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/08/galicismos.html' title='Galicismos'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-2144592523143912629</id><published>2009-05-23T23:34:00.002-03:00</published><updated>2009-05-23T23:39:49.941-03:00</updated><title type='text'>De que / que</title><content type='html'>A &lt;strong&gt;palavra anterior&lt;/strong&gt; contida em um determinado contexto linguístico determinará a escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usa-se &lt;strong&gt;&lt;em&gt;de que&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; quando o verbo (ou a locução verbal) que está antes pede a preposição &lt;em&gt;&lt;strong&gt;de&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, como acontece com &lt;em&gt;aperceber-se, convencer-se, esquecer-se, lembrar-se, estar à espera, ser prova, dispor, falar, gostar, precisar,&lt;/em&gt; entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O aluno lembrou-se &lt;strong&gt;de que&lt;/strong&gt; tinha de ler os livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disciplina de gosto mais é língua portuguesa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usa-se também com substantivos que pedem a preposição &lt;strong&gt;&lt;em&gt;de&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, como é o caso de &lt;em&gt;conclusão, demonstração, ideia, impressão, menção, tese,&lt;/em&gt; ou de adjetivos como, p. ex., &lt;em&gt;consciente, convicto, oriundo,&lt;/em&gt; etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Chegou à conclusão de que ele não era honesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava consciente de que não havia mais tempo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Que&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; utiliza-se quando o verbo que está antes exige um complemento sem a preposição &lt;strong&gt;&lt;em&gt;de&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. É o caso de &lt;em&gt;afirmar, anunciar, comunicar, confessar, declarar, dizer, expor, manifestar, noticiar, ordenar, participar, pensar,&lt;/em&gt; etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O aluno afirmou &lt;strong&gt;que&lt;/strong&gt; estava surpreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa anunciou &lt;strong&gt;que&lt;/strong&gt; iria fechar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Prontuário da Língua Portuguesa, Acordo Ortográfico, 2009.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-2144592523143912629?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2144592523143912629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2144592523143912629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/05/de-que-que.html' title='De que / que'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-8917226389604338715</id><published>2009-04-18T23:26:00.000-03:00</published><updated>2009-04-18T23:28:50.048-03:00</updated><title type='text'>Reforma Ortográfica ou Acordo Ortográfico?</title><content type='html'>Não aguento mais ouvir e ler tantas asneiras. É reforma ortográfica aqui, é reforma ortográfica ali, é reforma ortográfica lá, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não bastasse as lacunas (que não são poucas!) do Acordo, agora muitas pessoas, bem como obras do gênero estão confundindo esses dois conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos à distinção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reforma Ortográfica&lt;/strong&gt;: uma reforma é estabelecida de forma unilateral, independente, isto é, sem laço ou compromisso com outros países. Cada país faz os ajustes, as mudanças, os acréscimos que julgar necessários à língua oficial de seu próprio território. Numa reforma ortográfica ocorrem mudanças de sintaxe, morfologia, entre outras coisas. No Brasil foram elaboradas duas reformas ortográficas: em 1943 e 1971.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acordo ortográfico&lt;/strong&gt;: um acordo é instituído de forma multilateral, isto é, com a contribuição de várias nações, instituições ou pessoas. É necessário que haja nução de ideias entre os participantes para que as novas regras sejam colocadas em vigência. Ele é resultado de uma negociação (por meio de protocolos modificativos) entre seus vários membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, os países lusófonos, de Língua Portuguesa, fizeram um acordo ortográfico e não uma reforma ortográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o mês que vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-8917226389604338715?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/8917226389604338715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/8917226389604338715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/04/reforma-ortografica-ou-acordo.html' title='Reforma Ortográfica ou Acordo Ortográfico?'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-2061382913665257163</id><published>2009-03-18T16:10:00.001-03:00</published><updated>2009-03-18T16:15:27.579-03:00</updated><title type='text'>Um caso de contração</title><content type='html'>Não são poucas as perguntas sobre o correto emprego da contração &lt;strong&gt;&lt;em&gt;do&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, bem como a forma não contraída &lt;strong&gt;&lt;em&gt;de o&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Vamos à explicação. Estas formas são empregadas em contextos linguísticos distintos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo ou o pronome (&lt;em&gt;o,a, os,as&lt;/em&gt;) contraem-se com a preposição &lt;strong&gt;&lt;em&gt;de&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; quando seguidos de substantivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Apesar &lt;strong&gt;do&lt;/strong&gt; esforço, o aluno não foi aprovado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare que &lt;strong&gt;&lt;em&gt;esforço&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é um substantivo e vem posposto à preposição contraída com o artigo definido masculino &lt;strong&gt;&lt;em&gt;o&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a forma &lt;strong&gt;&lt;em&gt;de o&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é utilizada quando seguida de verbo no infinitivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Apesar &lt;strong&gt;de o&lt;/strong&gt; aluno querer ir ao teatro, foi mesmo à escola.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, então, temos as seguintes sequências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;do = preposição de + artigo o&lt;br /&gt;de o = de + o + infinitivo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, caro leitor, se você prestar atenção a estes segmentos, não errará mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-2061382913665257163?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2061382913665257163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2061382913665257163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/03/um-caso-de-contracao.html' title='Um caso de contração'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-3447738032362368920</id><published>2009-02-16T21:41:00.003-03:00</published><updated>2009-02-16T21:51:59.398-03:00</updated><title type='text'>Acordo Ortográfico: o que muda? (VI)</title><content type='html'>Muitos tem me perguntado sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em dezembro de 1990 e ratificado pelo Brasil e por outros três países de língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hífen: dia-a-dia ou dia a dia?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da nova ortografia fazia-se distinção entre estas duas estruturas. A primeira era um substantivo composto (com hífen); a segunda, uma locução adverbial (sem hífen). Portanto, o que as distinguia era o hífen, além, é claro, do contexto linguístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;Como era&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No &lt;strong&gt;dia-a-dia&lt;/strong&gt; daquela indústria observavam-se mudanças de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mudanças ocorrem &lt;strong&gt;dia a dia&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;Como fica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a nova ortografia, se o vocábulo composto apresentar elementos de ligação, perderá o hífen: &lt;em&gt;pega pra capar, maria vai com as outras, pau de arara, leva e traz, mula sem cabeça, cabeça de vento, pé de moleque&lt;/em&gt; etc. Mas, se for espécie botânica ou zoológica, o hífen será mantido: &lt;em&gt;não-me-toques&lt;/em&gt; (planta); no sentido de melindres, perde o hífen: &lt;em&gt;não me toques&lt;/em&gt;. O mesmo ocorre com &lt;em&gt;bico-de-papagaio&lt;/em&gt; (planta), porém &lt;em&gt;bico de papagaio&lt;/em&gt; (calcificação óssea ou nariz recurvado) sem hífen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No &lt;strong&gt;dia a dia&lt;/strong&gt; daquela indústria observavam-se mudanças de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mudanças ocorrem &lt;strong&gt;dia a dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;Comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora a distinção é feita apenas pelo contexto linguístico, pois o substantivo não deverá ser mais hifenizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-3447738032362368920?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/3447738032362368920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/3447738032362368920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/02/acordo-ortografico-o-que-muda-vi.html' title='Acordo Ortográfico: o que muda? (VI)'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-6873136350240685265</id><published>2009-01-05T18:16:00.003-03:00</published><updated>2009-01-12T16:48:53.205-03:00</updated><title type='text'>Acordo Ortográfico: o que muda? (V)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Acentuação gráfica: acento diferencial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Como era&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Decreto-Lei 5.765, de 18 de dezembro de 1971, aboliu o acento diferencial de &lt;strong&gt;timbre&lt;/strong&gt;. Mantendo apenas na forma verbal pôde (pretérito perfeito do indicativo) para distinguir de pode (presente do indicativo). O contexto das estruturas não é suficiente para fazer a diferenciação do sentido. Por isso ele foi mantido na palavra pôde. Veja nos exemplos abaixo que se não houvesse o acento gráfico, não se poderia fazer a distinção do tempo em que ocorreu a ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele não pode ficar aqui.&lt;br /&gt;Ele não pôde ir ao trabalho pela manhã.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o acento diferencial, que é usado para diferenciar palavras iguais na escrita e na pronúncia (homônimas), foi mantido em &lt;strong&gt;quatro verbos&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;quatro substantivos&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;pôr, pára, pélo e côa&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;pólo, pólo, pêlo, pêra&lt;/em&gt; &lt;em&gt;(com acento somente no singular).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em princípio, muitos casos de acentuação gráfica são diferenciais: &lt;em&gt;secretária (para distinguir de secretaria), fábrica (para distinguir de fabrica, forma verbal), país (para distinguir de pais), entre outros.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Como fica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com exceção das formas verbais &lt;em&gt;pôde (que é um homógrafo imperfeito)&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;pôr (verbo)&lt;/em&gt;, todas elas deixam de receber o acento gráfico. É importante lembrar-se das formas verbais &lt;em&gt;têm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo)&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;vêm (também terceira pessoa do plural do presente do indicativo)&lt;/em&gt;, que não perderam o acento, para diferenciar de seus pares: &lt;em&gt;tem&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;vem&lt;/em&gt;, ambos pertencentes à terceira pessoa do singular do presente do indicativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Certamente a ausência do acento gráfico nos oito vocábulos citados não trará problemas de compreensão, uma vez que o contexto linguístico encarregar-se-á da geração do significado da sentença. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-6873136350240685265?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/6873136350240685265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/6873136350240685265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/01/acordo-ortogrfico-o-que-muda-iv.html' title='Acordo Ortográfico: o que muda? (V)'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-2071478421639538609</id><published>2009-01-01T18:22:00.001-03:00</published><updated>2009-08-21T18:48:49.110-03:00</updated><title type='text'>Perfil</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cliceu Laibida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SoMyk4psdFI/AAAAAAAAAlI/0l8d-iCvZgg/s1600-h/Cliceu+Laibida.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 151px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369190790019707986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SoMyk4psdFI/AAAAAAAAAlI/0l8d-iCvZgg/s200/Cliceu+Laibida.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Nasceu em Ponta Grossa, Paraná, em 1967. Iniciou seus estudos em Curitiba e mais tarde os conclui em sua terra natal. Graduou-se e licenciou-se em Língua e Literatura Portuguesa pela Universidade Regional de Blumenau e pós-graduou-se em Lingüística da Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela Universidade Campos de Andrade, em Curitiba. Foi aluno e orientando do filólogo, gramático e lexicógrafo Geraldo Mattos Gomes dos Santos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-2071478421639538609?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2071478421639538609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2071478421639538609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2009/01/perfil.html' title='Perfil'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/SoMyk4psdFI/AAAAAAAAAlI/0l8d-iCvZgg/s72-c/Cliceu+Laibida.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-6976335437434855929</id><published>2008-12-11T12:40:00.001-03:00</published><updated>2008-12-11T12:44:16.907-03:00</updated><title type='text'>Acordo Ortográfico: o que muda? (IV)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitos têm me perguntado sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em dezembro de 1990 e ratificado pelo Brasil e por outros três países de língua portuguesa. O acordo deve entrar em vigor no dia 1º. de janeiro de 2009 no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O prefixo sub- e o hífen&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Como é&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emprega-se o hífen ou o traço–de-união quando o segundo elemento iniciar por &lt;em&gt;r&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;b&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;sub-rotina&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;sub-bibliotecário&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Como fica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o segundo elemento iniciar por &lt;em&gt;r&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;b&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;h&lt;/em&gt;, o vocábulo será hifenizado: &lt;em&gt;sub-rotina&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;sub-bibliotecário&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;sub-hepático&lt;/em&gt;. As demais junções não admitem hífen, portanto: &lt;em&gt;subdelegacia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;subdesenvolvimento&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;subverbete&lt;/em&gt;, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefixo latino &lt;em&gt;sub-&lt;/em&gt; deveria também ligar-se por hífen ao segundo elemento quando este iniciasse por &lt;em&gt;vogal&lt;/em&gt; ou pela letra &lt;em&gt;l&lt;/em&gt;. Evitando, assim, erros de pronúncia: &lt;em&gt;subadulto&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;subaéreo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;subafluente&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;subleito&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;sublegenda&lt;/em&gt;, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a regra do hífen tenha sido simplificada e reformulada, esse “tracinho” continuará a dar muita dor de cabeça aos usuários da língua. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-6976335437434855929?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/6976335437434855929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/6976335437434855929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2008/12/acordo-ortogrfico-o-que-muda-iv.html' title='Acordo Ortográfico: o que muda? (IV)'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-1773806434350467315</id><published>2008-11-03T17:22:00.001-03:00</published><updated>2008-11-03T17:24:38.955-03:00</updated><title type='text'>Acordo Ortográfico: o que muda? (III)</title><content type='html'>Muitos têm me perguntado sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em dezembro de 1990 e ratificado pelo Brasil e por outros três países de língua portuguesa. O acordo deve entrar em vigor no dia 1º. de janeiro de 2009 no País. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste mês, vou comentar sobre as mudanças que o novo Acordo Ortográfico trará. Elas são pequenas. Veja como vai ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Translineação&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Como é&lt;br /&gt;De acordo com o texto de 1945, se a partição de uma palavra composta (ou de uma combinação de palavras) em fim de linha, coincidir com o final de um dos elementos, pode repetir-se o hífen na linha seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vendem-&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;se&lt;/em&gt; veículos &lt;em&gt;seminovos&lt;/em&gt;.    &lt;br /&gt;Meu sobrinho gosta muito de &lt;em&gt;pé-&lt;br /&gt;de-moleque&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vendem-&lt;br /&gt;-se&lt;/strong&gt; veículos &lt;em&gt;seminovos&lt;/em&gt;.    &lt;br /&gt;Meu sobrinho gosta muito de &lt;em&gt;pé-&lt;br /&gt;-de-moleque&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;Como fica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, por clareza gráfica, devemos repetir o hífen no início da linha seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vendem-&lt;br /&gt;-se&lt;/em&gt; veículos &lt;em&gt;seminovos&lt;/em&gt;.    &lt;br /&gt;Meu sobrinho gosta muito de &lt;em&gt;pé-&lt;br /&gt;-de-moleque&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;• &lt;strong&gt;Comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma pequena alteração. Não causará tanto impacto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-1773806434350467315?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/1773806434350467315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/1773806434350467315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2008/11/acordo-ortogrfico-o-que-muda-iii.html' title='Acordo Ortográfico: o que muda? (III)'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-4920941830918226947</id><published>2008-08-18T18:30:00.001-03:00</published><updated>2008-08-18T18:34:10.004-03:00</updated><title type='text'>Acordo Ortográfico: o que muda? (II)</title><content type='html'>Muitos têm me perguntado sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em dezembro de 1990 e ratificado pelo Brasil e por outros três países de língua portuguesa. O acordo deve entrar em vigor no dia 1º. de janeiro de 2009 no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O alfabeto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•&lt;strong&gt;Como é&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O alfabeto da língua portuguesa é composto de 23 letras. As letras &lt;strong&gt;K k&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;W w&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Y y&lt;/strong&gt; não fazem parte dele. Tais letras, que são estranhas à escrita portuguesa, são usadas em casos especiais, como em símbolos e siglas internacionais (kg, km, w=&lt;em&gt;watt&lt;/em&gt;, W.C.=&lt;em&gt;water-closet&lt;/em&gt;), em palavras estrangeiras introduzidas em nosso idioma e ainda não foram aportuguesadas (&lt;em&gt;smoking&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;show&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;yearling&lt;/em&gt;), em nomes próprios estrangeiros e seus derivados (Kramer, Bismarck, bismarckismo, Weber, weberiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•&lt;strong&gt;Como fica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As letras &lt;strong&gt;K k&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;W w&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Y y&lt;/strong&gt; passam oficialmente a fazer parte do abecedário da língua portuguesa. Totalizando, portanto, 26 letras. Situar-se-ão entre o &lt;strong&gt;j&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;l&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;v&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;x&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;x&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;z&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A a (á), B b (bê), C c (cê), D d (dê), F f (efe ou fê), G g (gê ou guê), H h (agá), I i (i), J j (jota),&lt;strong&gt; K k (cá)&lt;/strong&gt;, L l (ele ou lê), M m (eme ou mê), N n (ene ou nê), O o (ó), P p (pê), Q q (quê), R r (erre ou rê), S s (esse), T t (tê), U u (u), V v (vê), &lt;strong&gt;W w (dáblio)&lt;/strong&gt; , X x (xis), &lt;strong&gt;Y y (ípsilon ou ipsilão)&lt;/strong&gt;, Z z (zé).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; Segundo o saudoso Celso Pedro Luft, nos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas, existe a seguinte variante para o &lt;strong&gt;j&lt;/strong&gt;: [ji].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, como podemos observar, há outras formas de nomear algumas letras do abecedário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Comentário&lt;br /&gt;A fundamentação para a inclusão dessas três letras ao nosso alfabeto é em virtude de os dicionários já as registrarem. Outro fator a ser considerado, é o uso delas em palavras portuguesas em países africanos cuja língua oficial é o português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, a inclusão de tais letras não muda em nada, já que seu emprego continua limitado à grafia de nomes próprios estrangeiros e seus derivados, bem como símbolos e siglas de uso internacional. O que até então vem sendo praticado (ou deveria ser) habitualmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-4920941830918226947?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/4920941830918226947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/4920941830918226947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2008/08/acordo-ortogrfico-o-que-muda-ii.html' title='Acordo Ortográfico: o que muda? (II)'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-798961611900736238</id><published>2008-07-15T22:14:00.001-03:00</published><updated>2008-07-15T22:17:04.481-03:00</updated><title type='text'>Acordo Ortográfico: o que muda? (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitos têm me perguntado sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em dezembro de 1990 e ratificado pelo Brasil e por outros três países de língua portuguesa. O acordo deve entrar em vigor no dia 1º. de janeiro de 2009 no País.&lt;br /&gt;A partir deste mês, vou comentar sobre as mudanças que o novo Acordo Ortográfico trará. Elas são pequenas. Veja como vai ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trema (¨)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Como é&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em nossa língua, é utilizado sobre a vogal átona sonora &lt;strong&gt;&lt;em&gt;u&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; das combinações &lt;em&gt;gue&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;gui&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;que&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;qui&lt;/em&gt;, quando o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;u&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; for pronunciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ex.: enxágüe, pingüim, freqüência, qüinqüênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Como fica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deixa de ser usado. Em Portugal, o trema foi abolido a partir de 1º. de janeiro de 1946. A regra, aqui e lá, será mantida apenas nos antropônimos e derivados estrangeiros: &lt;strong&gt;Müller&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;mülleriano&lt;/strong&gt;, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muitos brasileiros já deixaram de utilizá-lo há tempo, embora seu uso seja de rigor. Certamente ele não fará falta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-798961611900736238?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/798961611900736238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/798961611900736238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2008/07/acordo-ortogrfico-o-que-muda-i.html' title='Acordo Ortográfico: o que muda? (I)'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-1924058494494436840</id><published>2008-04-10T16:55:00.001-03:00</published><updated>2008-04-10T17:04:13.769-03:00</updated><title type='text'>Bastante ou bastantes?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depende. Já escrevi aqui que o sentido de uma palavra está relacionado ao contexto lingüístico. É o caso da palavra bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando modifica adjetivo, verbo ou outro advérbio, equivale a &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; e é advérbio. É invariável, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os alunos estudam bastante.&lt;/em&gt; (Ou seja: &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O aluno estuda bastante.&lt;/em&gt; (Ou seja: &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracterizando o substantivo, equivale a &lt;strong&gt;muitos(as)&lt;/strong&gt;, sendo, pois, adjetivo. Flexiona-se normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os alunos adquiriram bastantes livros.&lt;/em&gt; (Ou seja: &lt;strong&gt;muitos&lt;/strong&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fizemos bastantes amizades na Itália.&lt;/em&gt; (Ou seja: &lt;strong&gt;muitas&lt;/strong&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-1924058494494436840?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/1924058494494436840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/1924058494494436840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2008/04/bastante-ou-bastantes.html' title='Bastante ou bastantes?'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-1274049588401709948</id><published>2008-03-14T14:39:00.002-03:00</published><updated>2008-03-14T14:44:15.126-03:00</updated><title type='text'>O pronome relativo onde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pronome relativo é aquele que representa um nome já mencionado. Os pronomes relativos têm a mesma função do seu antecedente. Eles só aparecem em períodos compostos.De acordo com a norma culta, o pronome onde é empregado somente para indicar um lugar &lt;em&gt;concreto&lt;/em&gt;, jamais uma &lt;em&gt;situação&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O colégio &lt;em&gt;onde&lt;/em&gt; leciono fica distante do centro da cidade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o contexto lingüístico fizer referência a uma situação, e não a um &lt;em&gt;lugar&lt;/em&gt;, aconselha-se empregar a expressão &lt;em&gt;em que&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Era uma reunião &lt;strong&gt;em que&lt;/strong&gt; a maioria não se pronunciava.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o relativo onde substitui um antecedente que indica &lt;em&gt;lugar&lt;/em&gt;, sintaticamente, sua função é de &lt;em&gt;adjunto adverbial de lugar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pronome relativo &lt;em&gt;aonde&lt;/em&gt; é usado com verbos que indicam &lt;em&gt;movimento&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;locomoção&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seu primo foi &lt;strong&gt;aonde&lt;/strong&gt;, José?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o relativo &lt;em&gt;onde&lt;/em&gt; estiver acompanhado de preposição, ele pode ser usado com verbos de movimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por onde você andava? (Por onde = aonde.) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o termo donde é a junção da preposição de com o relativo onde. Esse fenômeno que forma uma nova palavra tem nome: composição por aglutinação. Ou seja, na junção dos dois elementos há perda de fonema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Donde&lt;/strong&gt;/&lt;strong&gt;De onde&lt;/strong&gt; você veio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o mês que vem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-1274049588401709948?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/1274049588401709948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/1274049588401709948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2008/03/o-pronome-relativo-onde.html' title='O pronome relativo &lt;em&gt;onde&lt;/em&gt;'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-4905767357112094702</id><published>2008-02-07T20:54:00.000-03:00</published><updated>2008-02-07T20:57:30.704-03:00</updated><title type='text'>A vírgula e a conjunção coordenativa e</title><content type='html'>Não é fácil empregar a vírgula corretamente. Seu uso requer conhecimentos sintáticos, ou seja, é preciso saber análise sintática. Lição que muitos detestam e poucos sabem o porquê de aprendê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vocábulo &lt;em&gt;vírgula&lt;/em&gt; é de origem latina e significa “varinha”, “tracinho”. Indica uma pequena pausa. Aí surge o problema, justamente na tal “pequena pausa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos empregam a vírgula se baseando no ouvido. Ora, o ouvido não entende nada de vírgula. Como já disse, preciso saber sintaxe, pois seu emprego é puramente sintático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diversos casos e situações de virgulação, chamo a atenção para o uso da vírgula com a conjunção coordenativa &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt;. Existe um mito de que não se usa a vírgula com essa conjunção. Vamos, portanto, eliminá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vírgula antecederá a conjunção coordenativa em três situações, a saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) quando o e não possuir valor aditivo: &lt;em&gt;Foi à festa, e não dançou. (e (com valor adversativo) = mas)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) quando as orações apresentarem sujeitos diferentes: &lt;em&gt;Pedro estuda, e João trabalha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) quando a conjunção coordenativa aparecer repetida (polissíndeto): &lt;em&gt;E fala, e chora, e ri, e resmunga, e reza, e grita.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-4905767357112094702?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/4905767357112094702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/4905767357112094702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2008/02/vrgula-e-conjuno-coordenativa-e.html' title='A vírgula e a conjunção coordenativa &lt;em&gt;e&lt;/em&gt;'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-7185154471339077194</id><published>2007-12-22T18:31:00.000-03:00</published><updated>2007-12-23T21:17:09.542-03:00</updated><title type='text'>Um caso de hifenização</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitos têm dúvida quanto ao uso adequado do hífen. Também conhecido como traço-de-união. O saudoso professor Adriano da Gama Kury chamava tal sinal diacrítico de “tracinho trapalhão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que seu uso é tão complexo, duvidoso? Ora, o problema está justamente no excesso de regras e, sobretudo, na falta de critério ao elaborar essas regras.&lt;br /&gt;Em princípio, a melhor saída é sempre consultar um bom dicionário ou uma boa gramática. Porém, infelizmente, não é o bastante. Esses manuais não contemplam todos os casos. E sempre estão desatualizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há estudiosos sérios que já tentaram resolver o problema, contudo não otiveram êxito. Na língua espanhola, esse tracinho não existe mais, isto é, foi abolido. Como no portugês, o inglês e o francês vivem com o mesmo problema.&lt;br /&gt;Só existem regras claras para os casos de prefixação. Já para as demais situações... Muitas vezes, não se trata de um caso de norma, mas de bom senso.&lt;br /&gt;Enfim, discutir o correto uso do hífen é como caminhar num campo minado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mês trago um caso simples, mas que gera dúvida. Uma vez que em se tratando de uso, a forma que predomina é a errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a norma, o prefixo sub- liga-se por hífen quando a palavra seguinte começar por b e r: sub-bibliotecário, sub-rotina. Portanto, nos demais casos, une-se normalmente à palavra seguinte sem o hífen: subgerente, subsolo, etc.&lt;br /&gt;Até então nenhum problema. A dúvida surge quando o segundo elemento é um numeral cardinal: 17, 20, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sub-17, sub-20 ou sub17, sub20? A resposta é a própria analogia. É sabido que tal prefixo só pode hifenizar-se quando a palavra seguinte iniciar por b ou r. Nos demais casos, a palavra será grafada sem hífen, junta, e jamais separada.&lt;br /&gt;O mesmo raciocínio vale para os numerais: &lt;strong&gt;sub17&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;sub20&lt;/strong&gt;. Pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em tempo&lt;/strong&gt;: Como já mencionei, o uso contraria a norma. A forma que predomina nos meios de comunicação é a hifenizada, ou seja, aquela que não possui amparo gramatical. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-7185154471339077194?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/7185154471339077194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/7185154471339077194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/12/um-caso-de-hifenizao.html' title='Um caso de hifenização'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-5577673050362015506</id><published>2007-11-13T17:22:00.000-03:00</published><updated>2007-11-13T17:34:20.880-03:00</updated><title type='text'>História literária e julgamento de valor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;TEMA ABORDADO PELA AUTORA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leyla Perrone-Moyses traça e explora o contexto do desinteresse pela literatura, que cada vez mais cede lugar aos departamentos de “estudos culturais” nas universidades. A autora afirma que, nestes departamentos, a literatura importa mais por ser expressão de uma determinada minoria sexual, étnica, etc. e menos como reação a esse movimento. E que, por outro lado, os críticos de orientação conservadora defendem, por sua vez, uma literatura que represente os valores morais tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COMPETÊNCIA SIGNIFICATIVA DA AUTORA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leyla Perrone-Moyses é professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. É autora das obras Fernando Pessoa: Aquém do Eu, Além do Outro; Vinte Luas; Do Positivismo à Desconstrução: Idéias Francesas na América; Flores da Escrivaninha: Ensaios e Altas literaturas: escolha e valor na obra crítica de escritores modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IMPORTÂNCIA DO TEMA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que a cultura de massa produz textos com a mesma rapidez e superficialidade da publicidade, são imprescindíveis olhares críticos sobre os rumos da literatura. Neste cenário, o confronto entre crítica moderna e pós-moderna vem enriquecer nossos estudos literários e ampliar nossas perspectivas a respeito dos rumos de nossa literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMA ABORDADO NA OBRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Altas Literaturas: escolha e valor na obra crítica de escritores modernos, Leyla Perrone-Moyses nos conduz pelo universo das preferências literárias de um elenco consagrado de escritores. O tema central de sua obra é a formação dos cânones literários ocidentais e o exame dos critérios que nortearam a escolha desses escritores-críticos modernos. A autora, como dissemos, recorreu às preferências literárias de um grupo muito seleto de escritores e intelectuais: Ítalo Calvino, T.S. Eliot e Borges, entre outros - para construir uma espécie de guia da literatura ocidental. Além disso, Perrone-Moyses empreende uma vigorosa defesa da leitura literária numa época em que esta considera que o livro parece não ter o destaque que merece. Na citada obra, a autora, revela pessimismo com relação à situação da literatura. De acordo com esta, a cultura de massa tornou-se industrial em escala planetária, havendo, com isso, a proliferação de produtos padronizados alinhados com uma demanda de baixa qualidade estética que essa indústria cria e satisfaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora argumenta que os valores estético-literários são diária e progressivamente vencidos por uma cultura de massa embrutecedora, ou transformados em mercadoria de grife na indústria cultural. A alta cultura, a criação desinteressada, ou interessada em ampliar o conhecimento e a experiência humanos, em aguçar os meios de expressão, em despertar o senso crítico, em imaginar outra realidade, tudo isso está&lt;br /&gt;ameaçado de extinção (p. 206).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRICO DO TEMA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início da obra, a autora faz questão de ressaltar o quanto o projeto de estabelecimento de um cânone literário, não a partir das noções acadêmicas, mas dos princípios da modernidade, é tributário da contribuição teórica de Ezra Pound. E isto não apenas porque este se encontra na linha direta de inspiração de alguns dos outros escritores citados, Haroldo de Campos e Eliot, mas porque sua obra sintetiza alguns princípios fundamentais para o estabelecimento de um cânone segundo uma concepção moderna: o ideal pedagógico de transmissão dos valores literários às novas gerações e a concepção da história da literatura não como um passado estático, um relicário de obras e autores mortos, mas como uma fonte viva em que o escritor contemporâneo busca inspiração de forma ativa e não passiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição, segundo essa concepção, como podemos ver, não forma um conjunto de modelos que devem ser seguidos de maneira conformista, mas é recriada incessantemente pelos escritores, que descobrem e redescobrem os autores do passado à luz da sua experiência atual, acrescendo-os de novos sentidos. Perrone-Moyses esclarece que o cânone dos escritores-críticos não tem a pretensão de se impor como “o cânone”, mas que representa escolhas feitas a partir de experiências singulares, nas quais se fazem presentes critérios comuns as suas obras, como a maestria técnica, a concisão, a exatidão, a novidade, etc. A autora argumenta também que é a partir de concepções muitas vezes distintas que os escritores-críticos constroem suas referências de autores do passado com os quais se identificam e cuja leitura pode enriquecer os leitores contemporâneos. No próprio discurso da autora encontramos presente uma escolha que não camufla sua posição: para ela, a modernidade, ao contrário do que afirmam os críticos ditos pós-modernos, ainda não se esgotou e a utopia literária se mantém viva, independentemente da falência das utopias socialistas totalitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIA LITERÁRIA E JULGAMENTO DE VALOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capítulo História literária e julgamento de valor, Leyla Perrone-Moyses aborda as concepções teóricas dos autores ditos pós-modernos, os desconstrucionistas e dos “politicamente corretos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora disseca com maestria algumas proposições vagas que afirma encontrar propaladas em tom pomposo e com grande destaque na mídia por autores cujos argumentos não resistiriam a uma abordagem mais rigorosa. Perrone-Moyses defende ainda que certos pensadores contemporâneos comportam-se como se fossem antenas que tentam perceber além do seu tempo: vivem correndo sempre atrás das novidades, tentando desesperadamente parecer atualizados, aplaudindo entusiasticamente qualquer produto da cultura de massas e toda e qualquer inovação tecnológica, como a Internet, e produzindo textos com a mesma rapidez e superficialidade da publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ASPECTOS RELEVANTES DA OBRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora assume uma posição de defesa da literatura e do seu poder de formar e transformar a partir do cânone literário estabelecido por oito escritores modernos, a quem ela chama de escritores-críticos pelo papel central que desempenharam suas obras na produção literária: Ezra Pound, T. S. Eliot, Jorge Luís Borges, Octavio Paz, Ítalo Calvino, Michel Butor, Haroldo de Campos e Philippe Sollers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RECOMENDAÇÃO DA OBRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras e ricas são as discussões que este volume traz à tona a respeito dos cânones literários, da cultura de massa, modernismo e pós-modernismo, cuja leitura com certeza interessa aos amantes e estudiosos da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERRONE-MOISÉS, Leyla. História literária e julgamento de valor. In: Altas literaturas: escolha e valor na obra crítica de escritores modernos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-5577673050362015506?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5577673050362015506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5577673050362015506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/11/histria-literria-e-julgamento-de-valor.html' title='História literária e julgamento de valor'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-2668765994715348746</id><published>2007-10-18T12:12:00.000-03:00</published><updated>2007-10-18T12:37:39.992-03:00</updated><title type='text'>Dialética da colonização</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alfredo Bosi, trabalhando sempre com o conceito antropológico de cultura,encontra a explicação no “&lt;em&gt;imaginário do povo, desde o rito indígena ao candomblé, do samba-de-roda à festa do Divino, das Assembléias Pentecostais à tenda de umbanda,sem esquecer as manifestações de piedade do catolicismo que compreende estilos rústicos e estilos cultos de expressão&lt;/em&gt;” (1992, p. 323). O autor considera que estas são manifestações grupais, alheias à rede do poder econômico e da força ideológica dominantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta cultura, segundo Bosi, tem o processo de sua formação antes e também agora sob o limiar da escrita, não obstante uma visão ocidentalizante e colonizadora insista em estigmatizá-la como sobrevivente a um estado de primitivismo e de subdesenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, vemos que também outra posição diametralmente oposta é apontada por Bosi, ao apresentar a vertente romântico-nacionalista, mítica, que considera valores eternamente válidos os transmitidos pelo folclore, e ignora ou recusa as suas vinculações com a cultura de massa e a cultura erudita. Contudo, o autor chama nossa atenção para a confluência entre as duas manifestações, apontando para uma “&lt;em&gt;teoria da aculturação que exorcise os fantasmas elitista e populista, ambos agressivamente ideológicos e fonte de arraigados preconceitos&lt;/em&gt;” (1992, p. 324).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para corroborar sua tese, exemplifica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cultura popular implica modos de viver: o alimento, o vestuário, a relaçãohomem-mulher, a habitação, os hábitos de limpeza, as práticas de cura, asrelações de parentesco, a divisão das tarefas durante a jornada e,simultaneamente, as crenças, os cantos, as danças, os jogos, a caça, a pesca,o fumo, a bebida, os provérbios, os modos de cumprimentar, as palavras tabus, os eufemismos, o modo de olhar, o modo de sentar, o modo de visitar e ser visitado, as romarias, as promessas, as festas do padroeiro, o modo de criar galinha e porco, os modos de plantar feijão, milho e mandioca, o conhecimento do tempo, o modo de rir e de chorar, de agredir e de consolar...&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;(1992, p. 324).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor possibilita uma compreensão ampliada dessas três formas de manifestações estabelecendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;a cultura erudita cresce principalmente nas classes altas e nos segmentos mais protegidos da classe média: ela cresce com o sistema escolar. A cultura de massa, ou indústria cultural, corta verticalmente todos os estratos da sociedade, crescendo mais significativamente no interior das classes médias. A cultura popular pertence, tradicionalmente, aos estratos mais pobres, o que não impede o fato de seu aproveitamento pela cultura de massa e pela cultura erudita, as quais podem assumir ares popularescos ou populistas em virtude de sua flexibilidade e da sua carência de raízes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1992, p. 226).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COMPETÊNCIA SIGNIFICATIVA DO AUTOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor titular de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, atual vice-diretor e ex-diretor (1997 a 2001) do Instituto de Estudos Avançados, Alfredo Bosi é editor da revista Estudos Avançados desde 1989. Em março de 2003, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Foi vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados de 1987 a 1997, coordenou o Programa Educação para a Cidadania (1991-96), integrou a comissão coordenadora da Cátedra Simón Bolívar (convênio entre a USP e a Fundação Memorial da América Latina) e coordenou a Comissão de Defesa da Universidade Pública (1998). Presidiu a comissão do IEA que elaborou o Código de Ética da Universidade e é o presidente da Comissão de Ética da USP, sediada no Instituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bosi é autor de "História Concisa da Literatura Brasileira" (1970), "O Ser e o Tempo da Poesia" (1977), "Dialética da Colonização" (1992) e "Machado de Assis: o mEnigma do Olhar" (1999) e "Literatura e Resistência" (2002). É ganhador do prêmio "Melhor Ensaio" da Associação Paulista de Críticos de Arte por "O Ser e o Tempo da Poesia", em 1977, e "Dialética da Colonização", em 1992. Por este último, tema central desta resenha, recebeu também o Prêmio Casa Grande e Senzala em 1992, conferido pela Fundação Joaquim Nabuco, e Prêmio Jabuti para melhor obra de Ciências Humanas, da Câmara Brasileira do Livro. E em 1992 recebeu a distinção "Homem de Idéias", conferida pelo Jornal do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IMPORTÂNCIA DO TEMA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor de dialética da colonização amplia o conceito de cultura ao abordar a indústria cultural, a cultura popular; e as relações entre as culturas brasileiras, como erudita e de massa; de massa e popular; erudita e popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMA ABORDADO NA OBRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na obra Dialética da Colonização (1992), Bosi lança um olhar crítico à questão cultural, ao especificar as culturas brasileiras presentes na Cultura Brasileira. Tendo por base a concepção antropológica de cultura, explica que esta &lt;strong&gt;&lt;em&gt;é o conjunto de modos de ser, viver, pensar e falar de uma dada formação social; e, ao mesmo tempo, abandonar o conceito mais restrito, pelo qual cultura é apenas o mundo da produção escrita provinda, de preferência, das instituições de ensino e pesquisa superiores&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(1992, p. 319).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfredo Bosi aponta que há limitações tanto na cultura popular quanto na cultura erudita, pois enquanto a primeira é limitada por sua falta de horizontes; a segunda, por sua falta de raízes. Da mesma forma que o rústico não sabe o céu sobre sua cabeça, o erudito não sabe o chão sob seus pés. É preciso, então, que o rústico alerte o erudito sobre a existência do chão e que este desperte aquele para a existência do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRICO DO TEMA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na compreensão de Bosi, a relação entre cultura erudita e popular é a que apresenta maior grau de disparidade. Ou a primeira ignora as manifestações simbólicas do povo, ou as encara como um voyeur: “&lt;em&gt;A cultura erudita quer sentir um arrepio diante do selvagem&lt;/em&gt;” (1992, p. 330).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa relação conflitante de distanciamento e paixão pode nascer tanto a demagogia populista quanto a mais bela obra de arte. Tanto é assim que o autor cita como exemplo dessa última alternativa a música de Villa-Lobos, o romance de Guimarães Rosa, a pintura de Portinari e a poesia negra de Jorge de Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, naturalmente, a estes podemos acrescentar muitos outros: o nacionalismo das manifestações modernistas; e, na Música Popular Brasileira, as canções de Milton Chico Buarque de Hollanda, somente para citar alguns exemplos. A explicação para essa relação produtiva e positiva entre o artista erudito e a vida popular, na visão de Bosi (1992, p. 332), é simples: “&lt;em&gt;a relação amorosa, que não carrega na produção erudita qualquer forma de preconceito, projetando na manifestação popular as suas próprias angústias&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Bosi aponta exemplos de uma erudição cheia de preconceitos, especialmente nas obras literárias do século XIX. “&lt;em&gt;O índio, o negro, o mestiço, mulato ou caboclo são vistos como seres dignos de simpatia, embora mais toscos, mais rudes,mais instintivos, em suma, mais primitivos e, palavra que escapa, inferiores aos brancos&lt;/em&gt;” (1992, p. 223).A respeito da importância do movimento modernista no processo de aproximação entre cultura erudita e popular, o autor aponta que os intelectuais paulistas seguiam uma vertente mitopoética. “&lt;em&gt;Cultura popular é entendida como expressão da sensibilidade tupi, articulada em lendas, mitos e ritos recontados pelos cronistas, pelos jesuítas e por alguns antropólogos contemporâneos. Em um segundo tempo Mário de Andrade se pôs a pesquisar também o mundo do negro e do mestiço&lt;/em&gt;” (1992, p. 333). Entretanto, Bosi tece indagações acerca da corrente modernista da década de 1920: teria sido uma alternativa estética de primitivismo puro ou uma manifestação futurista do que viria a ser a contracultura dos anos 60, quando o Tropicalismo retoma opensamento antropofágico do modernismo? “&lt;em&gt;A cultura erudita busca renovar-se peloaproveitamento mais ou menos bruto, mais ou menos elaborado, do que lhe parece sera espontaneidade e a vitalidade populares&lt;/em&gt;” (1992, p. 334). Outro questionamento ainda do autor é se a cultura popular recebe alguma coisa da cultura erudita ou institucional. E para este busca resposta na História:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As camadas mais pobres da população brasileira [...] foram colonizadas pela cultura rústica ou, eventualmente, urbana dos portugueses, e pelo catolicismo ritualizado dos jesuítas; e agora, já em plena mestiçagem e em plena sociedade de classes capitalistas, estão sendo recolonizadas pelo Estado, pela Escola Primária, pelo Exército, pela indústria cultural e por todas as agências de aculturação que saem do centro e atingem a periferia. [...] Até onde as imagens, as idéias e os valores dessas agências culturais estarão penetrando no imaginário e condicionando o sistema de valores do povo?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1992, p. 336). Bosi chama estes processos de “fenômenos de reinterpretação”, pelos quais toda cultura dominante é absorvida e decodificada pela cultura dominada, de tal modo que, nesta última, já não fica da cultura superior nada a não ser, talvez, o desejo que têm os dominados de apreender os dons e os poderes dos seus patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SOB O SIGNO DE CAM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfredo Bosi, em sua obra Dialética da colonização, especificamente no ensaio "Sob o signo de Cam", faz uma análise de alguns aspectos fundamentais da poesia condoreira de Castro Alves. Para o autor, nossa retórica poética sinaliza para processos de transformação, com a mudança da imagem do Brasil que, de paraíso tropical, passa a ser representado com uma nódoa social, por insistir na política escravagista. A paisagem poética que é revelada na obra de Castro Alves apresenta uma contradição entre o mundo natural e o inferno social, com projeções deste sobre as cenas românticas. O poeta mostra "palmeiras torturadas" e "epopéias manchadas" pelo estigma da escravidão. Nos limites do século XIX, Bosi vislumbra uma importante mudança no nível retórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fazer o continente negro dizer-se, dar-lhe o registro de primeira pessoa, foi um passo adiante no tratamento de um tema que, pela sua posição em nosso drama social, tendia a ser elaborado como a voz do outro. [...] A combinação de uma África arcana ("há dois mil anos"...) com uma África-sujeito ("te mandei meu grito") é a novidade primeira do poema [...] pois dá ao pretérito mais obscuro e ao mito [...] o poder magnético da presença imediata em que se resolve todo ato de interlocução. A África é [...] um ser animado e, pela atualização do eu poético, um ser que tem consciência de sua identidade e de sua história&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1992, p. 254).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma leitura mais atenta da obra de Alfredo Bosi mostra-nos como a tradição judaico-cristã, embasada no Gênesis, atribui ao homem negro a maldição de Cam – espécie de projeção de culpa. Por fim, para o autor de Dialética da colonização, a referência bíblica circula nos séculos XVI, XVII e XVIII, servindo de pretexto tanto às teologias católicas quanto àsprotestantes para que, se utilizando do velho mito com propósitos mercantis, justificassem a política colonizadora européia, que aprisionava populações islâmicas – ou de outras crenças – para salvá-las da "danação de Cam"."&lt;em&gt;Mercadores e ideólogos religiosos do sistema conceberam o pecado de Cam e sua punição como o evento fundador de uma situação imutável &lt;/em&gt;[...]" (1992, p. 258).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ASPECTOS RELEVANTES DA OBRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dialética da colonização é uma reunião de ensaios do crítico Alfredo Bosi em que este aborda temas variados que vão desde a análise de particularidades nas obras de Anchieta, Vieira e José de Alencar, até reflexões sobre temas como cultura, indianismo e indústria cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RECOMENDAÇÃO DA OBRA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo Dialética da colonização é notório o grande crítico literário, ensaísta e intérprete do Brasil que é Alfredo Bosi. Esta sua obra é uma interpretação ampla, profunda e aberta do processo de formação cultural do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOSI, Alfredo. Sob o signo de Cam. In: Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-2668765994715348746?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2668765994715348746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2668765994715348746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/10/dialtica-da-colonizao.html' title='Dialética da colonização'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-7878630573451677142</id><published>2007-09-11T14:49:00.000-03:00</published><updated>2007-09-11T14:54:25.723-03:00</updated><title type='text'>Sistemas ortográficos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A ortografia da língua portuguesa sofreu, através dos séculos, uma série de modificações, que ora a afastavam, ora a aproximavam do padrão ideal em que cada letra representa sempre o mesmo fonema e cada fonema corresponde a uma única letra. O sistema ortográfico ideal seria aquele em que cada letra representasse um único fonema, e cada fonema fosse representado por uma única letra. Na realidade, em maior ou menor grau, todas as línguas estão longe desse sistema ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo e qualquer sistema ortográfico é uma convenção. Sua base pode ser histórica (leva em conta a etimologia, isto é, a origem da palavra), fonética (leva em conta os fonemas, ou seja, os sons) ou mista (uma mistura de critérios fonéticos e históricos). O sistema ortográfico vigente em nosso país é o misto, pois se prende à etimologia e ao som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, escrever corretamente não é tarefa fácil, uma vez que um mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra, e uma letra pode representar mais de um fonema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema ortográfico em vigor no Brasil foi aprovado pela ABL em 12 de agosto de 1943 e simplificado pela Lei nº. 5.765, de 18 de dezembro de 1971, que limitou o emprego do acento circunflexo diferencial e o uso do trema e aboliu o acento gráfico que marcava a sílaba subtônica. Essa simplificação ortográfica só foi adotada em Portugal em 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa última reforma foi uma estupidez. Eliminou o acento diferencial sem saber que todos os acentos são diferenciais: “secretária” tem acento para distinguir de “secretaria”, “médico” para diferençar de “medico”, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFORMA ORTOGRÁFICA DE 1990 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ruim da reforma de 1990 é que pretendia unificar a ortografia de língua portuguesa e não conseguiu esse objetivo, porque tinha um conceito errado de ortografia, que deve revelar de qual palavra se trata e não necessariamente indicar a pronúncia dela. Com isso, Portugal continua escrevendo “amámos” para o perfeito e “académico” e “tónico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo era Brasil e Portugal tirarem o par ou ímpar e começar a ver as diferenças vez por vez. Se o Brasil passasse a escrever “amámos”, Portugal passaria a escrever “académico” e&lt;br /&gt;“tônico”. Para mim, esse é o maior defeito da reforma de 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Ministério da Educação, nos anos 80, começou a lidar com essa tentativa de nova reforma ortográfica, os professores Mansur Guérios e Geraldo Mattos Gomes dos Santos foram solicitados a dar as suas opiniões. Eles reduziram a duas regras: acentuar as oxítonas em a, e, o e acentuar o hiato que confronta com um ditongo. Fim. Para falantes nativos não haveria quem lesse errado: “chamei o medico” / “subiu na arvore” / “comprei um tenis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante salientar que ela só está no papel, ou seja, não entrou em vigor. Portanto, vale a reforma vigente. E não esqueça: o trema não caiu, por enquanto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-7878630573451677142?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/7878630573451677142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/7878630573451677142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/09/sistemas-ortogrficos.html' title='Sistemas ortográficos'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-3167852637707678724</id><published>2007-08-10T22:34:00.000-03:00</published><updated>2007-08-11T20:09:43.998-03:00</updated><title type='text'>Sigla</title><content type='html'>É uma espécie de abreviatura formada de letras iniciais ou primeiras sílabas das palavras de uma expressão que representa nome de instituição ou entidade comercial, industrial, administrativa, esportiva, etc.&lt;br /&gt;O problema da sigla está relacionado a três fatores: a grafia, a concordância e o plural. Veremos, então, como proceder ao uso dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grafia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;§ &lt;strong&gt;Siglas escritas com até três letras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a pronúncia destacada ou não, grafam-se com todas as letras maiúsculas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ø ONU (Organização das Nações Unidas)&lt;br /&gt;Ø OEA (Organização dos Estados Americanos)&lt;br /&gt;Ø ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)&lt;br /&gt;Ø CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ &lt;strong&gt;Siglas escritas com mais de três letras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grafam-se com todas as letras maiúsculas ou somente a inicial, quando não forem pronunciadas destacadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ø SESC ou Sesc (Serviço Social do Comércio)&lt;br /&gt;Ø SESI ou Sesi (Serviço Social da Indústria)&lt;br /&gt;Ø VARIG ou Varig (Viação Aérea Rio-Grandense S.A.)&lt;br /&gt;Ø SENAC ou Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a sigla tiver mais de três letras e sua pronúncia for destacada, ela deverá ser escrita com todas as letras maiúsculas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ø IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)&lt;br /&gt;Ø IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)&lt;br /&gt;Ø INSS (Instituto Nacional de Seguro Social)&lt;br /&gt;Ø COBOL (Common Business Oriented&lt;br /&gt;Ø Language)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de certas siglas, podemos formar outras palavras: &lt;strong&gt;petista&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;celetista&lt;/strong&gt;, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: Embora seja comum a escrita &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cep&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, como já foi visto, de acordo com as normas gramaticais, não está correto. Trata-se de uma transgressão da norma culta, portanto. Lembre-se: não esqueça que estamos expondo a &lt;strong&gt;norma&lt;/strong&gt;, e não o &lt;strong&gt;uso&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Concordância&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;§ &lt;strong&gt;As siglas e a concordância&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda sigla tem o gênero e o número da primeira palavra que a compõe. Portanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ø &lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; DNER (Departamento Nacional de estrada e rodagem)&lt;br /&gt;Ø &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt; FURB ou a Furb (Fundação Universidade Regional de Blumenau)&lt;br /&gt;Ø &lt;strong&gt;as&lt;/strong&gt; CEASA ou &lt;strong&gt;as&lt;/strong&gt; Ceasa (Centrais de Abastecimento S.A.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flexionando-se a sigla em número, o determinante concordará normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ø &lt;strong&gt;os&lt;/strong&gt; IPTU&lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt; (Impostos Prediais e Territoriais Urbanos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Plural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ &lt;strong&gt;As siglas e o plural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plural das siglas é feito apenas com o acréscimo do s minúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ø CD – CD&lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ø ONG – ONG&lt;strong&gt;s&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ø CEP – CEP&lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acréscimo do s maiúsculo nas siglas compromete a estrutura e o significado delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ø CD&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt; (?)&lt;br /&gt;Ø ONG&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt; (?)&lt;br /&gt;Ø CEP&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt; (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator importante a ressaltar é o da pontuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que o uso oficial é com pontos, mas a tendência mais moderna, simplificadora, é eliminar os pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ø D.A.S.P. ou DASP&lt;br /&gt;Ø D.I.P. ou DIP&lt;br /&gt;Ø E.U.A. ou EUA&lt;br /&gt;Cf. no PVOLP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em tempo&lt;/strong&gt;: As siglas de Estados não são pontuadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ø SC, Santa Catarina&lt;br /&gt;Ø RS, Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;Ø SP, São Paulo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-3167852637707678724?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/3167852637707678724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/3167852637707678724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/08/sigla.html' title='Sigla'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-808601272764344177</id><published>2007-07-05T14:33:00.000-03:00</published><updated>2007-07-11T16:52:47.263-03:00</updated><title type='text'>Análise e articulação da linguagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A linguagem é um sistema de sinais auditivo-orais, articulados, de emprego numa comunidade. &lt;strong&gt;Articular&lt;/strong&gt; significa agrupar unidades menores numa outra maior, todas caracterizadas por uma parcela significativa, ou distintiva. Vejamos a palavra &lt;strong&gt;gatinhas&lt;/strong&gt;. À primeira vista trata-se de uma unidade, mas se analisarmos descobriremos quatro elementos distintivos, cuja soma é que nos dá o conjunto maior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;gato&lt;/strong&gt; 1 + &lt;strong&gt;inho&lt;/strong&gt; 2 + &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt; 3 + &lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt; 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 — o animal&lt;br /&gt;2 — o tamanho&lt;br /&gt;3 — o sexo&lt;br /&gt;4 — a quantidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses elementos se comportam significativamente, porque qualquer mudança de um deles há de prejudicar apenas o sentido da parcela atingida: cachorrinhas (outro animal), gatonas (outro tamanho), gatinhos (outro sexo), gatinha (outra quantidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Analisar&lt;/strong&gt; é, assim, o oposto de &lt;strong&gt;articular&lt;/strong&gt;: este compõe o elemento maior; aquele nos fornece os elementos menores, por sucessivas divisões. Esta característica, articulatória ou analítica, permite-nos distinguir a linguagem humana de outros sistemas de sinais que, por analogia, se poderiam chamar também de linguagem: os sinais de trânsito, as vozes de animais, o próprio choro da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementos lingüísticos, depreendidos pela análise, se escalonam em níveis de articulação: um elemento maior (estrutura) constituído de elementos menores (subestruturas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao observarmos a ocorrência desses elementos no discurso, podemos partir para a seguinte classificação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) elementos habituais: usualmente repetidos pelo falante;&lt;br /&gt;b) elementos seletivos: escolhidos pelo falante, quando a língua lhe oferece opção: bonito (talvez o habitual), lindo, formoso, belo, etc.;&lt;br /&gt;c) elementos ocasionais: raramente empregados pelo falante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destes últimos há que salientar três tipos diversos, cuja importância para qualquer estudo decresce na medida em que o apresentamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) os originais: criados pelo indivíduo e possíveis de se tornarem habituais, como &lt;em&gt;chuvar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;chuvinheno&lt;/em&gt;, num poema de Carlos Drummond de Andrade (Andrade, 1964, 374);&lt;br /&gt;b) os esporádicos: usados pelo falante durante certo tempo e abandonados mais tarde por ajustamento ao grupo social (&lt;strong&gt;jerimum&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;jabá&lt;/strong&gt;, caso o nordestino venha para o Sul do país);&lt;br /&gt;c) os acidentais: provocados por lapso e corrigidos de imediato: eu &lt;em&gt;truxe&lt;/em&gt;, ou melhor, eu &lt;strong&gt;trouxe&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todos esses elementos são distintivos; alguns são irrelevantes: a mudança de qualquer destes não prejudica a compreensão, mas pode identificar o estrangeiro. Tomemos alguns exemplos para maior clareza. O costume português é dizer sempre: amar &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt; Deus; o vocábulo grifado é, porém, irrelevante e compreenderíamos também se alguém dissesse: “eu amo Deus...” Estranharíamos, contudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paremos também nestes dois períodos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Meu amigo/ &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;B&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; conhece/ &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;C&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;teu professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;A&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;A cidade de Bento Gonçalves/ &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;B&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;há de crescer/ &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;C&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;nos próximos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro deles traria completa alteração a ordem: C B A (Teu professor conhece meu amigo.) e outras ordens dificultariam ao máximo a compreensão; o segundo permite várias outras ordens, todas bem compreensíveis: A C B — B A C — B C A — C B A — C A B. Em resultado: no primeiro período a ordem é distintiva, mas no segundo é irrelevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso notar que bastaria à língua um traço distintivo e realmente apenas um se comporta como distintivo, quando se acumulam as indicações lingüísticas numa verdadeira redundância; consideremos um período simples e marquemos as indicações de cada função:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu/ amo /a Deus.&lt;br /&gt;sujeito/ predicado/ objetivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí temos o sujeito, marcado pelos seguintes traços distintivos: ordem de seqüência e concordância do predicado; e o objetivo, assinalado duplamente: colocação depois do predicado e regência (prepositivo a). Em vista disso, tanto para o sujeito, quanto para o complemento objetivo, a ordem parra a irrelevante, ficando distintivas a concordância e a regência, apenas. Conclusão: é completamente livre o lugar onde colocamos esses três elementos e o mesmo é que se verifica no segundo período, onde as seis ordens se empregam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementos do discurso permitem-nos estabelecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) a norma: a soma dos elementos habituais e seletivos, distintivos ou irrelevantes;&lt;br /&gt;b) o sistema: a soma dos elementos distintivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o número de falantes que pesquisarmos, o sistema deve sempre ser o mesmo em todos, sob pena de lidarmos com outra língua, em estágio já evoluído. A norma, contudo, há de diferir de indivíduo para indivíduo, de um para outro grupo social, de uma para outra região; somada ao sistema é que nos dará uma linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o sistema e a norma individual constituem o &lt;em&gt;idioleto&lt;/em&gt;; o sistema e uma norma social nos trarão a &lt;em&gt;gíria&lt;/em&gt;; o sistema e a norma regional nos fornecerão o &lt;em&gt;dialeto&lt;/em&gt;; o sistema e a norma comum de todos os falantes farão a língua comum. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-808601272764344177?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/808601272764344177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/808601272764344177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/07/anlise-e-articulao-na-linguagem.html' title='Análise e articulação da linguagem'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-2231980081978978560</id><published>2007-06-11T12:02:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T12:07:36.340-03:00</updated><title type='text'>Sistema ortográfico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A palavra ortografia é de origem grega: &lt;em&gt;orthographía&lt;/em&gt;. O radical &lt;em&gt;ortho&lt;/em&gt; significa &lt;strong&gt;direito&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;correto&lt;/strong&gt;. Um colchão &lt;strong&gt;ortopédico&lt;/strong&gt; é aquele que permite dormir na posição correta, sem deformar a coluna vertebral. A ortodontia é o ramo da odontologia que busca o alinhamento correto dos dentes. E a ortografia é a parte da gramática que ensina a escrever corretamente as palavras, bem como a usar a pontuação.Escrever com isenção de erros é uma arte, portanto. É como tocar corretamente um instrumento musical. Escrever, pois, não é uma tarefa fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que em nossa língua há tantas grafias diferentes para sons iguais? Porque nosso sistema ortográfico não é rigorosamente fonético, mas ainda está preso à origem das palavras, ou seja, à etimologia. Escreve-se, p. ex., &lt;em&gt;exame&lt;/em&gt;, em vez de &lt;em&gt;ezame&lt;/em&gt;. Tal substantivo vem da palavra latina &lt;em&gt;examen&lt;/em&gt;. No sistema ortográfico etimológico as palavras são escritas de acordo com a sua etimologia, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ortografia fonética, as palavras são escritas como soam (cada letra representa um som e a cada som corresponde uma letra), independentemente da origem. O português clássico seguia uma grafia etimológica: &lt;em&gt;sciencia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;pharmacia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;theatro&lt;/em&gt;, etc. A reforma ortográfica de 1943 foi uma tentativa de tornar o português mais fonético, mas ela não foi suficientemente longe. O sistema atualmente vigente é misto, em grande parte fonético, mas com resíduos do sistema etimológico. Daí as confusões entre &lt;strong&gt;x&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;ch&lt;/strong&gt; (e entre &lt;strong&gt;g&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;j&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;z&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;ç&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;ss&lt;/strong&gt;, etc.), por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil encontrar uma lógica que explique quando uma palavra se escreve com &lt;strong&gt;x&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;ch&lt;/strong&gt;: fa&lt;strong&gt;ch&lt;/strong&gt;ada (do italiano &lt;em&gt;facciata&lt;/em&gt;) grafa-se com &lt;strong&gt;ch&lt;/strong&gt; e fa&lt;strong&gt;x&lt;/strong&gt;ina (também do italiano: &lt;em&gt;fascina&lt;/em&gt;), com x.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em caso de dúvidas, só há uma saída: a consulta a um bom dicionário. Eu disse a um &lt;strong&gt;BOM&lt;/strong&gt; dicionário. Lembro ainda que a leitura, muita leitura é um dos remédios para dirimirmos as dúvidas de ortografia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-2231980081978978560?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2231980081978978560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2231980081978978560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/06/sistema-ortogrfico.html' title='Sistema ortográfico'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-984477628159676993</id><published>2007-05-11T19:36:00.000-03:00</published><updated>2007-05-20T12:35:54.938-03:00</updated><title type='text'>Neologismos e estrangeirismos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em outubro de 1997, tivemos em Brasília o Seminário Agronegócio de Exportação. O Itamaraty, patrocinador do evento, exigiu o uso de “&lt;strong&gt;Agronegócio&lt;/strong&gt;” em vez de &lt;em&gt;Agrobusiness&lt;/em&gt;, que era o termo preferido pelos empresários do setor. Ponto para o Itamaraty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer ser purista, devemos defender a Língua Portuguesa. O uso desenfreado dos chamados "estrangeirismos", aportuguesados ou não, muitas vezes me parece modismo. Não vejo necessidade alguma de usarmos o infeliz do &lt;em&gt;startar&lt;/em&gt; ou mesmo estartar. Por que não &lt;strong&gt;iniciar&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;começar&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;principiar&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra desgraça é o paper. Além de mal traduzido, ainda está sendo usado num sentido muito amplo. Tudo virou &lt;em&gt;paper&lt;/em&gt;. Quando me pedem um &lt;em&gt;paper&lt;/em&gt;, não sei se é um relatório, um fax, uma carta ou uma proposta. Só falta o &lt;em&gt;paper&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também sugiro a substituição de uma péssima &lt;em&gt;performance&lt;/em&gt; por um melhor &lt;strong&gt;desempenho&lt;/strong&gt; sexual. É lógico que existem alguns estrangeirismos inevitáveis. &lt;em&gt;Software&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;marketing&lt;/em&gt; (há um dicionário que já registra a forma &lt;strong&gt;márquetim&lt;/strong&gt;), por exemplo, são palavras consagradas entre nós. Já tentamos traduzi-las e depois aportuguesá-las. Luta em vão. São palavras que todos nós usamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas palavras suscitam polêmica, como é o caso de &lt;strong&gt;deletar&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;acessar&lt;/strong&gt;. São palavras facilmente aportuguesadas e que, no meu modo de ver, são restritas à área de informática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há estrangeirismos cujas traduções são questionáveis ou que não foram aceitos pelos falantes. &lt;em&gt;know how &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;impeachment&lt;/em&gt; são exemplos disso. &lt;em&gt;Know how &lt;/em&gt;seria "conhecimento ou tecnologia", mas eu tenho a certeza de que "quem vende &lt;em&gt;know how &lt;/em&gt;cobra mais caro". No caso do &lt;em&gt;impeachment&lt;/em&gt; ocorre algo curioso. Na Constituição Brasileira, a palavra é &lt;strong&gt;impedimento&lt;/strong&gt;. Quando se começou a falar sobre o &lt;em&gt;impeachment&lt;/em&gt; do Collor, nós bem que tentamos usar o &lt;strong&gt;impedimento&lt;/strong&gt;. Mas não deu. Na época, eu tive a sensação de que &lt;strong&gt;impedimento&lt;/strong&gt; era pouco, o que se queria era &lt;em&gt;impeachment&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema difícil é o aportuguesamento. Há casos consagrados como &lt;strong&gt;futebol&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;abajur&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;espaguete&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;grife&lt;/strong&gt; e outros mais. Entretanto, há os problemáticos: &lt;strong&gt;xampu&lt;/strong&gt; ou &lt;em&gt;shampoo&lt;/em&gt;? A forma &lt;strong&gt;xampu&lt;/strong&gt; já é bastante usada quando nos referimos aos xampus em geral. Porém, nos rótulos dos shampoos, continua a forma estrangeira. Talvez os fabricantes temam que os brasileiros pensem que se trate de algum xampu vagabundo. Outro exemplo é &lt;em&gt;stress&lt;/em&gt;. Eu prefiro &lt;strong&gt;estresse&lt;/strong&gt;, por ser facilmente aportuguesado e, principalmente, para ser coerente com a forma derivada: &lt;strong&gt;estressado&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, creio que o aportuguesamento &lt;strong&gt;xou&lt;/strong&gt;, que já está registrado em um dicionário, não será aceito pelos falantes. &lt;strong&gt;Leiaute&lt;/strong&gt; é outro aportuguesamento que dificilmente será usado. A forma inglesa é mais poderosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você pôde observar, é muito difícil criar uma regra. Cada caso merece uma análise individual. Entretanto, uma regra podemos seguir: para qualquer novo estrangeirismo, primeiro devemos buscar uma palavra correspondente em português. E antes de usarmos a forma estrangeira, ainda devemos tentar o aportuguesamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-984477628159676993?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/984477628159676993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/984477628159676993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/05/neologismos-e-estrangeirismos.html' title='Neologismos e estrangeirismos'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-5105043772536080822</id><published>2007-04-14T17:46:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T18:15:47.460-03:00</updated><title type='text'>A linguagem e a Matemática</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A organização do mundo é feita pela linguagem, que dispõe todos os seres da cultura de uma comunidade nos seus devidos lugares, implicando o surgimento de classes culturais. Como as culturas têm muitos pontos de divergência, as classes culturais não coincidem necessariamente de língua para língua, mas a regra é a mesma: pertencem à mesma classe cultural os entes que possuem uma palavra comum que elimina as diferenças entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa palavra comum é um hiperônimo e a cada um seres designados correspondem uma palavra específica, que é um hipônimo.O hiperônimo é o nome de uma classe de seres, enquanto o hipônimo é o nome de cada um dos elementos dessa classe. Todo hipônimo implica o respectivo hiperônimo: entre si, os hipônimos têm uma relação de independência, dado que nenhum deles implica o outro.O canário, o sabiá e a gralha constituem a classe dos pássaros. O tubarão, o bagre e a sardinha determinam a classe dos peixes. O chocalho, o carrinho e o barquinho pertencem à classe dos brinquedos. A faca, o garfo e a colher produzem a classe dos talheres. O armário, a mesa e a cama perfazem a classe dos móveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As classes encaixam-se umas nas outras, porque a hiperonímia tem vários graus: o pássaro e o peixe constituem a classe dos animais. O signo animal é um hiperônimo dos signos pássaro e peixe. Podemos arrumá-los:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animal -&gt; pássaro = canário, sabiá, gralha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animal -&gt; peixe = tubarão, bagre, sardinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa -&gt; talher = faca, garfo, colher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa -&gt; móvel = armário, mesa, cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As classes são culturais: não dependem de critérios científicos para a sua organização e podem mesmo contrariar a ciência. A galinha é uma ave, mas não é um pássaro. A baleia pertence à classe cultural dos peixes, mas não é um peixe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por serem culturais, não coincidem de língua a língua: para os noruegueses, o arenque não é peixe, embora seja parecidíssimo com uma sardinha exagerada.Passando por um campo onde pastam duas vacas e três cavalos, qualquer criança pode comentar depois que passou por um campo e viu cinco animais. Ela sabe (Mattos, 1973, 207-256), por saber a língua, que duas vacas e três cavalos não são nem cinco vacas nem cinco cavalos, sendo necessário apelar para um nome que valha para cada um desses grupos diferentes. Sem saber o que é um hiperônimo, ela usou um hiperônimo, pensando deste modo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se é vaca, é animal, e se é cavalo, é também animal: dois animais e três animais são cinco animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O hiperônimo da Matemática se chama múltiplo comum... E se emprega para adicionar frações que pertencem a classes diferentes! Deveria ser possível ao aluno fazer o cálculo sem saber o que é um múltiplo comum.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na linguagem, nem sempre se lança mão do hiperônimo imediato, que seria o equivalente ao mínimo múltiplo comum, mas aquele mais conhecido. No caso das duas vacas e dos três cavalos, o hiperônimo imediato seria outro: cinco quadrúpedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de Matemática pede o mínimo por simples comodidade de cálculo, que agora deixou de ser argumento à vista das calculadoras e dos computadores: qualquer dos múltiplos serviria muito bem.A Matemática tem uma vantagem nítida sobre a linguagem, porque esta tem hiperônimos arbitrários, que devem ser aprendidos um a um sem serem estudados, ao passo que aquela tem uma regra simples para se alcançar um dos múltiplos comuns: basta multiplicar os números acima e abaixo da linha de uma fração pelo número que aparece abaixo da linha da outra fração, continuando esse processo com a terceira fração no caso de haver mais de duas. O número abaixo da linha de cada fração há de ser sempre o mesmo, um hiperônimo matemático e, portanto, um múltiplo comum:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1/2+ 1/3 = 3.1/3.2 + 2.1/2.3 = 3/6 + 2/6 = 5/6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fique, entretanto, registrado que a relação entre a fração mínima e todas as outras é a de igualdade, enquanto cabe à inclusão reunir os hipônimos ao respectivo hiperônimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplificar uma fração é o caminho inverso, equivalendo em língua a ir do hiperônimo para o hipônimo, ainda que com resultados lógicos diversos: há igualdade entre a fração simplificada e o seu ponto de partida, enquanto o hipônimo e o hiperônimo se ligam por uma implicação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-5105043772536080822?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5105043772536080822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5105043772536080822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/04/linguagem-e-matemtica.html' title='A linguagem e a Matemática'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-2461643273915241907</id><published>2007-03-08T17:51:00.000-03:00</published><updated>2007-04-14T17:59:32.949-03:00</updated><title type='text'>A crase e a palavra dona</title><content type='html'>Um estudante passa em média 15 anos numa sala de aula. E quando precisa fazer uso da escrita, depara-se com várias dúvidas. Hoje, farei menção a uma delas: a crase. Muitas pessoas, independentemente de nível de escolaridade, não sabem quando o &lt;em&gt;a &lt;/em&gt;deve receber o acento grave ou indicador de crase ( ` ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, precisamos esclarecer: crase é o nome de um fenômeno lingüístico, ou seja, a fusão, a contração de dois sons idênticos. Não é nome de acento, portanto.O &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; só receberá esse sinal quando houver a fusão de dois aa: preposição + artigo definido feminino = à(s); pronome demonstrativo + artigo = à(s); preposição + o &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; inicial do pronome demonstrativo &lt;em&gt;aquela&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;aquele&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;aquilo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Na falta de um desses &lt;em&gt;as&lt;/em&gt;, não haverá crase e, por conseguinte, o &lt;em&gt;a &lt;/em&gt;não receberá o sinal da crase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitas as dúvidas sobre a crase. Apesar disso, a maioria das gramáticas, dos livros textos, dos manuais traz regras, macetes e alguns expedientes que não contribuem em nada. É preciso compreender o mecanismo da contração. Para isso, deve-se usar o raciocínio, e não a "decoreba".&lt;br /&gt;Observe o que alguns autores afirmam sobre esse fenômeno em relação à palavra &lt;em&gt;dona&lt;/em&gt;. Mas, antes, permita-me uma nota prévia: não identifico as obras e os autores que vou criticar, apenas os cito, pois nunca quis nem quero ofender ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minimanual Compacto de Gramática&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marília Cecília Garcia e Benedicta Aparecida Costa dos Reis&lt;br /&gt;Existem três pronomes de tratamento que aceitam o artigo e, portanto, a crase. São eles: &lt;em&gt;senhora&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;senhorita&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;dona&lt;/em&gt;. Pág. 51.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manual de Gramática &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luiz Fernando Mazzarotto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Casos proibitivos: pronomes de tratamento. Exceção: senhora e senhorita. Pág. 34, item 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manual de Redação e Estilo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eduardo Martins &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não se usa crase antes de: dona e madame. Há crase se o &lt;em&gt;dona&lt;/em&gt; ou o &lt;em&gt;madame &lt;/em&gt;estiverem particularizados. Pág. 317, item 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gramática Português Fundamental&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Douglas Tufano &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os pronomes &lt;em&gt;senhora&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;senhorita&lt;/em&gt; são exceções e admitem crase. Pág. 213.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicionário de Erros Correntes da Língua Portuguesa &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Bosco Medeiros &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Adilson Gobbes &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não ocorre crase antes de formas de tratamento: Vendi o Carro a &lt;em&gt;Dona Marta&lt;/em&gt;. Pág. 53.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nossa Gramática Teoria e Prática&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luiz Antonio Sacconi &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Casos, portanto, que dispensam o uso do acento grave, indicador da crase: g) antes da palavra &lt;em&gt;Dona&lt;/em&gt; (que se abrevia &lt;em&gt;D&lt;/em&gt;. Se, porém, a palavra dona vem modificada por adjetivos, cabe o acento. Ex.: Entreguei a chave &lt;em&gt;à&lt;/em&gt; simpática Dona Teresa. Pág. 416.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novíssima Gramática da Língua Portuguesa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Domingos Paschoal Cegalla &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Casos em que não há crase: 8) antes de artigos indefinidos e de pronomes pessoais (inclusive de tratamento, com exceção de &lt;em&gt;senhora&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;senhorita&lt;/em&gt;) e interrogativos. Pág.&lt;br /&gt;259.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui-se, portanto, que muitos autores não chegam a um consenso. Logo, fica bastante complicado compreender esse caso. Não há necessidade de decorar tantas regras. Basta apenas analisar o contexto lingüístico. A regra é uma só: o raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja outros exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O aluguel foi pago &lt;em&gt;à&lt;/em&gt; dona.&lt;br /&gt;Aqui ocorreu crase porque a palavra &lt;em&gt;dona&lt;/em&gt; tem valor semântico de &lt;em&gt;proprietária&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O aluguel foi pago &lt;em&gt;à&lt;/em&gt; proprietária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Enviei a correspondência &lt;em&gt;à&lt;/em&gt; querida Dona Maria.&lt;br /&gt;O adjetivo &lt;em&gt;simpática&lt;/em&gt; antecede o vocábulo &lt;em&gt;Dona&lt;/em&gt;. Logo, há crase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Referiu-se &lt;em&gt;à&lt;/em&gt; Dona Flor dos dois maridos.&lt;br /&gt;Há particularização do termo &lt;em&gt;dona&lt;/em&gt;. Acento no &lt;em&gt;a&lt;/em&gt;, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Andréia é &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; dona da padaria.&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; não é acentuado, pois é meramente um artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O carteiro entregou a encomenda &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; Dona Matilde.&lt;br /&gt;Por se tratar de preposição pura, o &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; não recebe o sinal da crase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Oh, Dona, estacione seu carro aqui!&lt;br /&gt;Sem preposição e sem artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Vi &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; Dona Maria no portão.&lt;br /&gt;Sem o acento indicador de crase. Há somente artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Vi Dona Maria no portão.&lt;br /&gt;Caso já mencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Dei o cartão &lt;em&gt;à&lt;/em&gt; Dona Balbina.&lt;br /&gt;Com acento, pois ocorre a fusão dos &lt;em&gt;aa&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas últimas quatro estruturas, a ocorrência ou não da crase, dependerá de região para região. Algumas usam o artigo; outras, não. Nos Estados do Sudeste e Sul do Brasil é comum o uso do artigo. Por isso, é comum o acento grave no &lt;em&gt;a&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Importante&lt;/strong&gt;: as palavras &lt;em&gt;dona&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;senhora&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;senhorita&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;madame&lt;/em&gt; constituem títulos ou formas de tratamento, e não pronomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-2461643273915241907?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2461643273915241907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/2461643273915241907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/03/crase-e-palavra-dona.html' title='A crase e a palavra dona'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3799608306715916514.post-5362532718821352893</id><published>2007-02-09T18:01:00.000-03:00</published><updated>2007-04-14T18:04:30.751-03:00</updated><title type='text'>A escola e o educador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A complexidade crescente da vida na sociedade atual veio trazer profundas modificações no que se refere às responsabilidades das instituições de ensino na educação da criança. Antigamente, cabia à escola fornecer instrução ao aluno, dotando-o de certas técnicas essenciais de comunicação (a leitura e a escrita), de algumas habilidades de resolver problemas numéricos através de conhecimentos relativos à matemática e dando-lhe algumas informações sobre o meio em que vivia, através de estudos sistemáticos de Geografia, História e Ciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos aprendiam por "lições passadas", num estudo árido, inteiramente divorciado da vida. Na escola moderna, a criança ainda aprende as técnicas fundamentais de leitura, escrita e cálculo, mas essa aprendizagem não tem fim em si mesma; é, antes, um recurso que levará o educando a viver melhor em seu meio. A criança aprende para a vida, pela vida, participando de experiências que a levem à auto-realização e ao ajustamento social. Durante muito tempo julgou-se que as crianças aprendiam por impressões repetidas, de fora para dentro, cabendo ao educador "transmitir sua experiência" ao educando. Sabe-se, hoje, que aprender é um ato complexo e individual, pelo qual o educando procura adaptar-se ao meio, buscando respostas para as situações que esse meio lhe apresenta. Desenvolve-se, assim, em diferentes áreas de aprendizagem, integrando sua personalidade, ao mesmo tempo em que se ajuda socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo educativo se constitui das aprendizagens sucessivas do indivíduo, sendo tanto mais completo quanto mais ricas e variadas as experiências por este vividas. A função do educador é proporcionar aos educandos ambiente e oportunidade para que participem das experiências individuais, sistemáticas ou ocasionais, necessárias a seu desenvolvimento integral. Não basta levar os educandos a adquirir conhecimentos e habilidades variadas: é preciso, também, que o educador se preocupe com a formação de atitudes e hábitos que os conduzirão a uma vida melhor, mais sadia e mais produtiva. A educação proporcionada na escola não deve visar apenas à auto-realização do educando, mas, também, o seu ajustamento ao grupo, pela aceitação plena e consciente dos valores que regem a vida do mesmo.Pode-se imaginar que, se a criança aprende pela própria atividade, diminuída ficará a atuação do educador; muito ao contrário, maior se torna sua responsabilidade e mais complexa sua tarefa. Para que esta seja bem realizada, é necessário que o educador apresente condições que o habilitem ao exercício do magistério. Para conduzir os alunos à aprendizagem, fazendo com que se interessem em participar das atividades educativas, deve o educador antes de qualquer coisa ter condições de "liderança".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classe é um grupo social de que o educador é o líder. Nem todos têm naturalmente essa capacidade, mas podem ser educados nesse sentido, formando atitudes e hábitos e desenvolvendo habilidades que os tornem aptos a guiar seu grupo de educandos. O que chamamos comumente de "manejo de classe" é essa habilidade de conduzir a turma no sentido de alcançar os objetivos do ensino. Para que isso aconteça, o educador precisa levar os alunos a identificar seus propósitos em cada atividade a ser realizada na classe; promover atividades que tragam a satisfação dos propósitos estabelecidos; criar na classe um clima de cordialidade, cooperação e confiança. Se, antigamente, bastava ao educador conhecer bem a matéria a ensinar, hoje, dele é exigido o conhecimento de cada aluno: suas aptidões e deficiências, seu estágio e ritmo de aprendizagem, seus gostos e preferências, seus problemas pessoais. Só assim poderá planejar e realizar um ensino proveitoso, com base na realidade dos educandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento de técnicas de planejamento a longo e curto prazo e de modernos recursos do ensino é indispensável ao professor que, além disso, deve estar imbuído de uma filosofia de educação que oriente seu trabalho pelos valores dominantes na sociedade.Exige-se, ainda, do educador uma personalidade bem estruturada, que o habilite a guiar os educandos com equilíbrio e serenidade, contribuindo, assim, para manter ou restabelecer a saúde mental dos alunos.É preciso ressaltar que, por maiores que sejam seus conhecimentos técnicos, o valor do educador depende essencialmente de seu valor humano. Qualidades como amor esclarecido pelos educandos, senso de responsabilidade, imparcialidade, autocrítica e fé no poder da educação são condições pessoais que caracterizam o bom educador. O educador não nasce feito. É necessária uma formação cuidadosa para tornar um indivíduo em mestre. Essa é (ou deveria ser) a função dos cursos de habilitações para o magistério. Mas o ensino proporcionado nesses cursos não basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência de cada dia frente a uma classe é que aperfeiçoará o educador, tornando-o cada vez melhor, mais seguro, mais apto a solucionar os problemas de aprendizagem dos alunos. Para que essa experiência seja válida, entretanto, é preciso que se renove. Que cada dia seja realmente um novo dia, que cada ano seja um novo ano e, não, a repetição exata do que passou. É em função da auto-avaliação periódica que o educador se renova e se aperfeiçoa, pois conhecendo suas deficiências poderá buscar recursos que as eliminem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3799608306715916514-5362532718821352893?l=jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5362532718821352893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3799608306715916514/posts/default/5362532718821352893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeinformalinguaelinguagem.blogspot.com/2007/02/escola-e-o-educador.html' title='A escola e o educador'/><author><name>JE Informa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lc2At68wQ/Sn45US15QVI/AAAAAAAAAhw/m1Hr7b6Uqpw/S220/Logo1.JPG'/></author></entry></feed>
